PROJETO TRABALHANDO COM OS NOMES




1-PROJETO TRABALHANDO OS NOMES PRÓPRIOS
NOMES PRÓPRIOS

1 mês



Por que trabalhar com os nomes próprios?

As crianças que estão se alfabetizando podem e devem aprender muitas coisas a partir de um trabalho intencional com os nomes próprios da classe. Estas atividades permitem aos alunos as seguintes aprendizagens:

· Diferenciar letras e desenhos;

· Diferenciar letras e números;

· Diferenciar letras, umas das outras;

· A quantidade de letras usadas para escrever cada nome;

· Função da escrita dos nomes: para marcar trabalhos, identificar materiais, registrar a presença na sala de aula (função de memória da escrita) etc;

· Orientação da escrita: da esquerda para a direita;

· Que se escreve para resolver alguns problemas práticos;

· O nome das letras;

· Um amplo repertório de letras (a diversidade e a quantidade de nomes numa mesma sala);

· Habilidades grafo-motoras;

· Uma fonte de consulta para escrever outras palavras.

O nome próprio tem uma característica: é fixo, sempre igual. Uma vez aprendido, mesmo o aluno com hipóteses não alfabéticas sobre a escrita não escreve seu próprio nome segundo suas suposições, mas, sim, respeitando as restrições do modelo apresentado.

As atividades com os nomes próprios devem ser seqüenciadas para que possibilitem as aprendizagens mencionadas acima.

Uma proposta significativa de alfabetização, aquela que visa formar leitores e escritores, e não mero decifradores do sistema, não pode pensar em atividades para nível 1, nível 2, nível 3...



É preciso considerar:

· Os conhecimentos prévios dos alunos.

· O grau de habilidade no uso do sistema alfabético.

· As características concretas do grupo.

· As diferenças individuais.


Seqüência de atividades



1. Selecione situações em que se faz necessário escrever e ler nomes. Alguns exemplos:

· Escrever o nome de colegas para identificar papéis, cadernos, desenhos (pedir que os alunos distribuam tentando ler os nomes).

· Lista de chamada da classe.

· Ler cartões com nomes para saber em que lugar cada um deve sentar; para saber, quem são os ajudantes do dia, etc.


2. Peça a leitura e interpretação de nomes escritos.


3. Prepare oralmente a escrita: discuta com as crianças, se necessário, qual o nome a ser escrito dependendo da situação. Se for para identificar material do aluno, use etiquetas; para lista de chamada use papel sulfite ou papel craft.


4. Seja bem claro nas recomendações: explicite o que deverá ser escrito, onde fazê-lo e como, que tipo de letra usar, etc 5. Peça a escrita dos nomes: com e sem modelo.

Ao final das atividades, o aluno deve:


· Reconhecer as situações onde faz sentido utilizar nomes próprios: para etiquetar materiais, identificar pertences, registrar a presença em sala de aula (chamada), organizar listas de trabalho e brincadeiras, etc.

· Identificar a escrita do próprio nome. · Escrever com e sem modelo o próprio nome.

· Ampliar o repertório de conhecimento de letras.

· Interpretar as escritas dos nomes dos colegas da turma.

· Utilizar o conhecimento sobre o próprio nome e o alheio para resolver outros problemas de escrita, tais como: quantas letras usar, quais letras, ordem da letras etc e interpretação de escritas.


· Folhas de papel sulfite com os nomes das crianças da classe impressos · Etiquetas de cartolina de 10cm x 6cm (para os crachás)

· Folhas de papel craft, cartolina ou sulfite A3


Cada tipo de atividade exige uma determinada organização:


· Atividades de identificação das situações de uso dos nomes: trabalho com a sala toda.

· Identificação do próprio nome: individual.

· Identificação de outros nomes: sala toda ou pequenos grupos.

Identificação de situações onde se faz necessário escrever e ler nomes

Aproveite todas as situações para problematizar a necessidade de escrever nomes.

Situação 1- Recolhendo material. Questione os alunos como se pode fazer para que se saiba a quem pertence cada material. Ouça as sugestões. Distribua etiquetas para os alunos e peça que cada um escreva seu nome na sua presença. Chame atenção para as letras usadas, a direção da escrita, a quantidade de letras, etc.


Situação 2 - Construindo um crachá Questione os alunos como os professores podem fazer para saber o nome de todos os alunos nos primeiros dias de aula. Ajude-os a concluir sobre a função do uso de crachás. Distribua cartões com a escrita do nome de cada um que deverá ser copiado nos crachás. Priorize neste momento a escrita com a letra de imprensa maiúscula (mais fácil de reprodução pelo aluno). Solicite o uso do crachá diariamente.

Situação 3 - Fazendo a chamada Lance para a classe o problema: como podemos fazer para não esquecer quem falta na aula?


Observações: todas essas situações e outras têm como objetivo que os alunos recorram à escrita dos nomes como solução para problemas práticos do cotidiano.


Identificação do próprio nome


· Dê para cada aluno um cartão com o nome do aluno.


· Apresente uma lista com todos os nomes da classe. Escreva todos os nomes com letra de imprensa maiúscula. Este tipo de letra é mais fácil para o aluno grafar e os limites de uma letra (quando a criança deve contar o número de letras) é mais observável.

· Peça que localizem na lista da sala o próprio nome. O cartaz com essa lista pode ser grande e ser fixado em local visível.

· Peça para cada um montar o próprio nome, usando letras móveis (que podem ser adquiridas ou confeccionadas). Inicialmente realize esta atividade a partir de um modelo (crachá com o nome) e depois sem modelo, usando o modelo para conferir a escrita produzida. Identificação de outros nomes da classe

Apresente uma lista com os nomes das crianças da classe.


Cada aluno poderá receber uma lista impressa ou colocar na classe uma lista grande confeccionada em papel craft. Você poderá, também, usar as duas listas: as individuais e a coletiva.


Atividade 1- Ditado


Dite um nome da lista. Cada aluno deverá encontrá-lo na lista que tem em mãos e circulá-lo. Em seguida, peça a um aluno que escreva aquele nome na lousa. Peça aos alunos que confiram se circularam o nome certo.

Para que essa atividade seja possível a todos é importante fornecer algumas ajudas. Diga a quantidade de letras, a letra inicial e final, por exemplo.



Atividade 2 - Fazendo a chamada


Entregue a lista de chamada dos alunos da sala. Peça que as crianças digam os nomes dos alunos ausentes e que circulem esses nomes. Siga as mesmas orientações da atividade 1, no tocante às ajudas necessárias para a realização da tarefa.


Atividade 3 - Separando nomes de meninas e meninos

Apresente a lista da chamada da classe. Peça para os alunos separarem em duas colunas: nomes das meninas e nomes dos meninos.


Obs.: em todas estas atividades é importante chamar a atenção para a ordem alfabética utilizada nas listas. Este conhecimento: nomeação das letras do alfabeto é importante para ajudar o aluno a buscar a letra que necessita para escrever. Em geral as crianças chegam à escola sabendo "dizer" o alfabeto, ainda que não associando o nome da letra aos seus traçados. Aproveite esse conhecimento para que possam fazer a relação entre o nome da letra e o respectivo traçado.


É importante observar e registrar os avanços dos alunos na aquisição do próprio nome e no reconhecimento dos outros nomes. Tratando-se de uma informação social - a escrita dos nomes -, é preciso observar se os alunos fazem uso dessa informação para escrever outras palavras. A escrita dos nomes é uma informação social, porque é uma aprendizagem não escolar. Dependendo da classe social de origem do aluno, ele já entra na escola com este conhecimento: como se escreve o próprio nome e quais as situações sociais em que se usa a escrita do nome. Para alunos que não tiveram acesso a essa informação a escola deve cumprir esse papel.



Sugerimos uma planilha de observação:

PLANILHA DE OBSERVAÇÃO DO TRABALHO COM NOMES PRÓPRIOS

ALUNOS NOMES PRÓPRIOS OUTROS NOMES

1. Escreve sem modelo? Usa grafias convencionais Utiliza a ordem das letras? Conhece os nomes das letras? Reconhece outros nomes da classe? Escreve outros nomes sem modelo? Utiliza as letras convencio-nais na escrita dos nomes? Utiliza o conhecimento sobre os nomes para escrever outras palavras?

2.

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Observação: A partir do registro na planilha acima é possível ter uma visão das necessidades de investimento com cada aluno e também das necessidades coletivas de trabalho com a classe.

O trabalho com nome pode ser realizado junto com área de História através de atividades de:



· Pesquisa sobre a origem do nome (pesquisa com os familiares)

· Análise da certidão de nascimento da criança (trabalho com documento)

· Montagem de uma árvore genealógica da família.

· Análise de fotos antigas e atuais da criança.

· Montagem de uma linha do tempo do aluno a partir das fotos trazidas.



_Tolchinsky, Liliana . 1998 . Aprendizagem da Linguagem escrita. Editora Ática.

_ Teberosky, Ana. 1994. Aprendendo e escrever. Editora Ática. 1990 .Psicopedagogia da Linguagem escrita. Editora Unicamp 1990 .Reflexões sobre o ensino da leitura e da escrita.Editora Unicamp.

_Ferreiro, E & Teberosky A. 1984. Psicogênese da língua escrita. Artes Médicas.

_ Curto, L&Morilllo, M&Teixidó, M -Escrever e ler - volumes 1 e 2. Artes Médicas.

FONTE:http://reginapironatto.blogspot.com/






2-PROJETO TRABALHANDO NOMES PRÓPRIOS


TRABALHANDO COM O NOME PRÓPRIO

Trabalhando com o nome próprio

Material que o professor deverá fazer

• Cartão de cartolina com o nome do aluno;

• Lista com o nome de todos os alunos que será afixado na parede;

• Folha mimeografada divididas em retângulos onde serão escritos os nomes de todos (inclusive o da professora).


Atividades com cartão de nomes:

• Chamar o aluno entregando seu cartão;

• Chamar o aluno pelo nome e mostrar o cartão para a classe;

• Mostrar o cartão sem falar o nome esperando que o dono ou algum colega o reconheça;

• Mostrar o cartão sem ler, mas dando uma característica do dono. Os alunos devem identificar quem é.

• Embaralhar os cartões, entregar um para cada aluno e pedir que cada um procure o seu;

• Embaralhar os cartões, entregar um para cada aluno que deverá entregar ao dono;

• Dispor os cartões sobre uma mesa e pedir que cada um pegue o seu;

• Separar os cartões por fileira. Colocar o monte de cartões referentes a cada fila na primeira carteira. O aluno deverá pegar seu cartão passando os demais para trás até que todos peguem o seu;

• Deixar os cartões sobre uma mesa e pedir que, um por um, pegue um cartão que não seja o seu e entregue ao dono;

• Dividir a classe em grupos e pedir que cada um pegue seu cartão. Vence o grupo onde todos pegaram seus cartões mais rapidamente;

• Entregar os cartões e disponibilizar letras recortadas pedindo que cubram as letras de seu cartão com essas letras móveis;

• Passar o dedo sobre as letras;

• Contar as letras do nome;

• O professor escreve o nome de todos os alunos na lousa e eles, de posse de seu cartão deverá descobrir onde está escrito seu nome;

• Separar os cartões pelo número de letras e pedir que descubram qual o critério que o professor usou; (letra inicial; letra final, etc

• Separar 3 cartões, mostrar e ler para a classe. Misturá-los e retirar um. Os alunos deverão descobrir qual o cartão que foi

Separar 3 cartões, mostrar e ler para a classe. Misturá-los e retirar um. Os alunos deverão descobrir qual o cartão que foi retirado. O dono do nome deverá escrevê-lo na lousa e seus colegas copiam no caderno;

• Separar os cartões dos alunos que faltaram naquele dia.


Atividades em folhas :

• Pintar de amarelo o quadrado ou retângulo com seu nome;

• Pintar de azul o nome da professora;

• Pintar de vermelho o nome do amigo mais próximo, ou que comece com determinada letra, ou que termine, ou que tenha um número X de letras...

• Cobrir as letras de seu nome com a cor que quiser;

• Circular a 1ª letra de seu nome, ou a última, ou outra que a professora pedir;

• O mesmo acima em todos os nomes;

• Pintar de laranja o nome do amigo que senta à sua esquerda, de verde o que senta à direita (á frente, atrás);

• Recortar os nomes e separá-los por sexo. Colar em fileiras contando quando há em cada uma;

• Recortar os nomes e colá-los em fileiras de acordo com o numero de letras. Contar quantos nomes há em cada fileira anotando o numeral.

• Recortar os nomes e organizar em conjuntos baseando-se em critérios dados pela professora:

* Nomes com 5 letras;

* Nome dos alunos de uma determinada fileira;

* Nomes dos homens;

* Nomes das mulheres;

* Nomes com mais de 6 letras;

* Nomes com menos de 5 letras;

JUSTIFICATIVA: A formação da identidade está relacionada intimamente ao conhecimento do nome, por isto faz-se necessário a elaboração deste projeto.


OBJETIVO COMPARTILHADO: Elaboração de um álbum coletivo, que traga informações sobre a criança.

DURAÇÃO: Três meses. Duas vezes por semana no 1º mês

Uma vezes por semana no 2º mês

PÚBLICO ALVO: crianças entre 4,6 anos a 6 anos.

O QUE SE ESPERA QUE AS CRIANÇAS APRENDAM:


-Que a criança identifique e conquiste a grafia do nome;

-Reconheça o próprio nome;

-Escreva o próprio nome (com ou sem ficha);

-Adquiram noções de matemática;

-Identificar ou reconhecer as letras do alfabeto;

-Identificar o nome das diversas situações do cotidiano.

Fonte:Banco de Atividades




HISTÓRIA DO NOME



- Objetivo: Conhecer a origem do seu nome.

- Material: Folhas de papel ofício.

- Procedimento:

Propor às crianças que façam uma entrevista com os seus pais, procurando saber qual a origem dos seus nomes.

Montar com os alunos uma ficha para auxiliá-los na entrevista, incluindo perguntas tais como:

- Quem escolheu meu nome?

- Por que me chamo...? O que significa... ?

Combinar com a turma o dia do relato e como ele será. (A escolha do professor)

- Sugestão de Atividade:

Contar a história do seu nome aprendida com a entrevista e ilustrá-la.

- Interessante:

Em papel pardo o professor poderá registrar o nome de todos e uma síntese da origem do mesmo e fixar no mural.

- Observações:

Todos deverão trazer a entrevista no dia marcado, oportunizando o desenvolvimento da responsabilidade desde pequenos, e, caso isso não aconteça, o professor deverá estar preparado e saber qual atitude tomar frente a este problema.



FICHÁRIO:


- Objetivo: Conhecer a escrita do seu nome com diferentes formas gráficas.

- Material Necessário: Fichas do mesmo tamanho e formato e uma caixa de sapatos.

- Procedimentos:

Montar na sala de aula um fichário com cartões que apresentem diferentes formas de escrita do nome próprio: Com letra de imprensa maiúscula, letra de imprensa minúscula, letra cursiva. Deixando claro à criança que existem diferentes maneiras para escrever o seu nome, mas todas querem dizer a mesma coisa.

Combinar com a turma o momento e o modo como deverão utilizar as fichas. (De acordo com o professor)

– Pode ter em cada ficha uma foto 3x4 da criança.

- Sugestão de Atividades:

Identificar o nome

Escrever o nome.




LISTA DE PALAVRAS:


- Objetivo: Identificar em diferentes palavras a letra inicial do seu nome.

- Materiais: Tesoura, Revistas, Jornais, Folhetos, Cola, Folhas de ofício.

- Procedimentos:

Explorar com a classe a letra inicial do nome.

Listar outras palavras que também iniciem com aquela letra.

Propor que pesquisem em jornais, revistas e folhetos outras palavras que também iniciem com a letra do seu nome.

Recortar e colar as palavras em folhas de ofício.

Ler com a turma as palavras encontradas e juntos procurar o significado.

- Sugestão de Avaliação: Reconhecer, em lista de palavras, aquelas com a letra que inicia o seu nome.

- Observações:

O professor pode propor à turma que cada dia um traga de casa uma palavra que inicie com a letra do seu nome e em aula encontrem o significado. Este tipo de atividade desperta no aluno um interesse maior pela pesquisa e aumento do vocabulário.



LETRAS MÓVEIS:


- Objetivo: Conhecer as letras e escrever seu nome através de brincadeira.

- Material: Letras móveis que podem ser de madeira, EVA, papelão e etc...

- Procedimentos:

Deixar expostas na sala as letras para haver um contato maior por parte das crianças com o material.

Propor que, em diferentes momentos de aula, as crianças utilizem as letras para a tentativa da escrita de seus nomes.

- Sugestão de Avaliação:

Escrever seu nome numa brincadeira.

- Observações:

Este material permite à criança fazer uma correspondência de letras, posição e ordenação das mesmas.

Se as letras forem de papel ou papelão, seria interessante que as crianças ajudassem na confecção do próprio material, orientadas pelo professor.




BINGO:


- Objetivo: Conhecer as letras que compõem a escrita de seu nome através do jogo.

- Materiais: Cartelas de cartolina ou papelão; tampinhas de garrafa ou pedrinhas para marcar as letras; folhas de desenho; fichinhas com as letras dos nomes; cola; papel colorido ( para fazer bolinhas de papel ) ou palitos de fósforo usados.

- Procedimento:

Cada criança receberá uma cartela com a escrita do seu nome.

O professor sorteará as letras, dizendo o nome de cada uma delas para que as crianças identifiquem-nas. Cada letra sorteada deverá ser marcada na cartela caso haja no seu nome. Assim que a cartela for preenchida o aluno deve gritar: BINGO!

Logo que terminarem o jogo, será proposto um relatório realizado individualmente, com a distribuição de fichinhas com as letras do nome (Uma ficha para cada letra) entregues fora de ordem.

As crianças deverão ordenar as fichas, compondo o seu nome, e colocá-las em uma folha de ofício.

A professora pede que contem quantas letras há na escrita dos eu nome e propõe que colem a quantidade representativa em palitos de fósforos ou bolinhas de papel, na folha.

- Sugestão de Avaliação: Reconhecer em fichinhas as letras que fazem parte da escrita do seu nome.

- Observação:

É interessante que se repita o jogo várias vezes no decorrer das atividades antes de se propor o relatório.



DANÇA DA CADEIRA:


- Objetivo: Reconhecer a escrita de seu nome dentre a escrita dos nomes de todos os colegas.

- Materiais: Fichas com a escrita de todos os nomes (uma para cada nome) e cadeiras.

- Procedimentos:

O professor propõe às crianças que façam um círculo com as cadeiras.

Depois distribui as fichas com os nomes para que as crianças fixem as nas cadeiras.

Inicia-se a dança das cadeiras onde ao término da música cada um deverá sentar na cadeira onde consta a ficha com o seu nome.

- Sugestão de Avaliação:

Realizar a brincadeira diversas vezes sempre trocando as cadeiras de lugar.



CORRIDA DOS BALÕES:


- Objetivo: Escrever seu nome.

- Materiais: Balões numerados, fichas com número de acordo com os balões e com nomes e giz.

- Procedimentos:

Formar as crianças em duas filas.

Distribuir uma ficha com um número para cada criança.

Dado o sinal, uma de cada vez corre até os balões e estoura aquele que tiver o seu número. Dentro estará uma ficha escrita o seu nome.

A criança deverá ler em voz alta eu nome e reproduzi-lo no chão utilizando o giz.




JOGO DOS DADOS:


- Objetivos:

Integrar-se ao grupo, sabendo esperar sua vez de jogar.

Reconhecer as letras do seu nome.

Ordenar as letras que compõem seu nome.

- Materiais:

Tabuleiros com quadrinhos necessários para a escrita do nome em branco.

Dados com as letras dos nomes dos componentes do grupo.

Fichinhas com as letras.

- Procedimentos:

Distribuir os alunos em pequenos grupos.

Combinar com os grupos que apenas uma criança por vez jogará um dado, identificando qual a letra sorteada. Se esta fizer parte dos eu nome, deverá pegar a fichinha correspondente e colocá-la no tabuleiro.

- Sugestões de Avaliação:

Participar atentamente do jogo e identificar as letras do seu nome.
 
 
 




FONTE:http://profgege.blogspot.com/







































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Projeto Leitura das Parlendas

   PROJETO LEITURA DAS PARLENDAS 
                                                               
                                             

Objetivos
- Ler textos conhecidos de memória, ajustando o oral ao escrito.
- Construir conhecimentos sobre o funcionamento do sistema de escrita alfabético.
Conteúdo
- Leitura.
Anos
1º e 2º.
Tempo estimado
Um mês.
Material necessário
Livro Salada, Saladinha (Maria José da Nóbrega e Rose Pamplona, 56 págs., Ed. Moderna, tel. 0800-17-2002, 20 reais), cartolinas e lápis de cor.
Desenvolvimento 1ª etapa
Selecione parlendas diversas, inclusive as que os alunos já conhecem. Escreva cada uma delas em cartazes para apresentá-las ao grupo e organize um momento para brincar com elas. Assegure-se de que as crianças consigam recitar os textos coletiva e individualmente.
Flexibilização para deficiência intelectual
Reproduza esses cartazes em folha sulfite e encaminhe ao AEE para que o aluno tenha mais oportunidade de aproximação e memorização.
2ª etapa

Apresente o livro Salada Saladinha e proponha a publicação de uma coletânea de parlendas organizada pela turma. Oriente os alunos a decidir aspectos como "quem serão os leitores". Em grupos, eles devem manusear o livro para observar como ele é organizado. 
Flexibilização para deficiência intelectual
Explique individualmente para o aluno, dê exemplos de atividades semelhantes que ele já participou e mostre algumas produções.
3ª etapa
Produza com a classe uma lista com o nome das parlendas conhecidas e proponha que selecionem as que vão compor a coletânea. Liste as tarefas que devem ser cumpridas para a organização da publicação, como a seleção de textos e a elaboração da dedicatória, das ilustrações e da capa, definindo o prazo para o lançamento.
4ª etapa
Distribua para cada dupla cópias de parlendas escritas em letra bastão, misturando um texto selecionado a outros do mesmo gênero que não foram escolhidos para o livro. Nenhum deles deve conter o título, para que os alunos tenham de fazer a leitura do texto inteiro a fim de identificá-los. Para selecionar o o que entregar a cada dupla, atente-se para as características quantitativas e qualitativas das parlendas. Observe o conjunto abaixo. A tarefa das crianças é localizar a parlenda Santa Luzia:

Texto I
SANTA LUZIA
PASSOU POR AQUI
COM SEU CAVALINHO
COMENDO CAPIM
SANTA LUZIA
QUE TINHA TRÊS FILHAS:
UMA QUE FIAVA
UMA QUE TECIA
UMA QUE TIRAVA
O CISCO QUE HAVIA

Texto II
SANTA CLARA CLAREOU,
SÃO DOMINGOS ALUMIOU.
VAI, CHUVA!
VEM, SOL!
VAI CHUVA!
VEM SOL!
PRA SECAR O MEU LENÇOL!

Texto III
CORRE, RATINHO
QUE O GATO TEM FOME
CORRE, RATINHO
QUE O GATO TE COME

Entregar aos estudantes os textos I, II e III; ou os textos I e II, ou ainda os textos I e III, consiste em decisões didáticas que apresentam distintos problemas de leitura. Entre Corre Ratinho e Santa Luzia, há mais contrastes quantitativos e qualitativos do que entre Santa Luzia e Santa Clara Clareou, o que torna a tarefa mais desafiadora.
A leitura dos textos I, II e III pode colocar desafios para as crianças que já pensam nos aspectos quantitativos do sistema de escrita, enquanto a proposta com os textos I e III é desafiadora para quem está começando a considerá-los. O tamanho das parlendas, a quantidade de estrofes, as letras usadas e a existência ou não de termos repetidos nos textos são alguns dos índices a considerar ao planejar as sessões de leitura.
Como sabem o que está escrito, antecipar onde isso está escrito é a primeira estratégia usada pelos estudantes. Nessas sessões de leitura, a ação dos alunos será buscar ajustar as cadeias orais aos segmentos escritos. Não é óbvia para eles a relação entre o oral e o escrito, entre as partes e o todo. Desse modo, favoreça que possam colocar em jogo o que sabem sobre o sistema de escrita, mas passem a incluir, ao longo das sessões, novos aspectos não considerados inicialmente.
Garanta que todos justifiquem essas antecipações levando em conta as marcas gráficas do texto. Identificados os textos a ser publicados, recolha as parlendas não selecionadas, deixando com cada dupla a parlenda escolhida. Solicite que todos planejem e executem as ilustrações dos textos e da capa do livro.
Flexibilização para deficiência intelectual
Diferencie as tarefas em cada grupo e flexibilize o tempo para o aluno com deficiência. Estimule o desenvolvimento oral dele. Peça que a família leia parlendas para ele e, de tarefa, que faça as ilustrações do livro.
5ª etapa
Reúna as parlendas ilustradas e a capa, proponha a escrita da dedicatória e comunique à comunidade escolar o lançamento da coletânea.
Produto final
Coletânea de parlendas.
Avaliação
Observe os progressos dos alunos em relação à construção do sistema de escrita e ao desenvolvimento de comportamentos leitores:
- Os estudantes memorizaram e se divertiram com as parlendas?
- Ampliaram o repertório de parlendas conhecidas?
- Realizaram as tarefas de leitura, arriscando-se a antecipar o que estava escrito e verificando as antecipações, considerando as marcas gráficas e os índices quantitativos e qualitativos?

Coletânea de parlendas e quadras populares
BOCA DE FORNO
FORNO
TIRA UM BOLO
BOLO
SE O MESTRE MANDAR!
FAREMOS TODOS!
E SE NÃO FOR?
BOLO!


MORAVA NA AREIA, SEREIA
ENCONTREI O MEU AMOR, SEREIA
APRENDI A NAMORAR, SEREIA
LÁ NO FUNDO DO MAR
OH! SEREIA


SANTA LUZIA
PASSOU POR AQUI
COM SEU CAVALINHO
COMENDO CAPIM
SANTA LUZIA
PASSOU POR AQUI
TIRE ESSE CISCO
QUE CAIU AQUI

HOJE É DOMINGO
PEDE CACHIMBO
CACHIMBO É DE BARRO
BATE NO JARRO
O JARRO É FINO
BATE NO SINO
O SINO É DE OURO
BATE NO TOURO
O TOURO É VALENTE
BATE NA GENTE
A GENTE É FRACO
CAI NO BURACO
O BURACO É FUNDO
ACABOU-SE O MUNDO
MEIO-DIA
MACACO ASOBIA
PANELA NO FOGO
BARIGA VAZIA.


QUEM COCHICHA
O RABO ESPICHA
COME PÃO
COM LAGARTIXA
QUEM RECLAMA
O RABO INFLAMA
QUE ESCUTA
O RABO ENCURTA


GALINHA GORDA!
GORDA ELA!
CADÊ O SAL?
ESTÁ NA PANELA!
VAMOS A ELA?
VAMOS!


LÁ EM CIMA DO PIANO
TEM UM COPO DE VENENO
QUEM BEBEU MORREU
O CULPADO NÃO FUI EU
LÁ NA RUA VINTE E QUATRO
A MULHER MATOU UM GATO
COM A SOLA DO SAPATO
O SAPATO ESTREMECEU
A MULHER MORREU
O CULPADO NÃO FUI EU.


CORRE CUTIA
NA CASA DA TIA.
CORRE CIPÓ
NA CASA DA VÓ.
LENCINHO NA MÃO
CAIU NO CHÃO!
MOÇA BONITA
DO MEU CORAÇÃO.
- POSSO JOGAR?
- PODE!
- NINGUÉM VAI OLHAR?
- NÃO!


MINHA MÃE MANDOU
EU ESCOLHER ESTE DAQUI
MAS COMO EU SOU TEIMOSO,
VOU ESCOLHER ESTE DAQUI


BALANÇA, CAIXÃO!
BALANÇA VOCÊ!
DÁ UM TAPA NO BUMBUM
E VAI SE ESCONDER!


UM, DOIS,
FEIJÃO COM ARROZ
TRÊS, QUATRO,
FEIJÃO NO PRATO
CINCO, SEIS,
FEIJÃO INGLÊS
SETE, OITO,
COMER BISCOITO
NOVE, DEZ,
COMER PASTÉIS


Quadras populares

NÃO HÁ TINTA NESSA RUA
NEM PAPEL NESSA CIDADE
NEM CANETA QUE CONSIGA
DESCREVER MINHA SAUDADE


A ROSEIRA QUANDO NASCE
TOMA CONTA DO JARDIM
EU TAMBÉM ANDO BUSCANDO
QUEM TOME CONTA DE MIM


LÁ NO FUNDO DO QUINTAL
TEM UM TACHO DE MELADO
QUEM NÃO SABE CANTAR VERSO
É MELHOR FICAR CALADO.




O que são Parlendas ?

As parlendas são formas literárias tradicionais, rimadas com caráter infantil, de ritmo fácil e de forma rápida. Não são cantadas e sim declamadas, em forma de texto, estabelecendo-se como base a acentuação verbal. São escritas em versos de 5 ou 6 sílabas para recitar. O objetivo de uma parlenda é apenas o ritmo como ela se desenvolve. O texto verbal é uma série de imagens associadas, obedecendo apenas o senso lúdico, podendo ser destinada à fixação de números ou idéias primárias, dias da semana, cores, entre outros conceitos. 



TRABALHANDO COM PARLENDAS



Dados da Aula

O que o aluno poderá aprender com esta aula
Incentivar os alunos à leitura de se  parlendas como recurso lúdico, já que se apresentam como brincadeiras.
Distinguir o texto falado do texto escrito durante a leitura;
Desenvolver habilidades de expressão escrita e oral e valorizar nosso acervo cultural oral que passa de geração em geração.
O trabalho contribuirá também para o desenvolvimento da oralidade.
Duração das atividades
1 aula e meia (aproximadamente 80 minutos).
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
Fazer um levantamento sobre as parlendas que os alunos já conhecem.
Estratégias e recursos da aula
Momento 1
O professor conversará com os alunos explicando o que é parlenda, ou seja, formas literárias tradicionais, rimadas, com caráter infantil, de ritmo fácil e de forma rápida. Não são cantadas e sim declamadas em forma de texto. São versos recitados para entender, acalmar, divertir as crianças, ou definir quem inicia a brincadeira ou o jogo. Após conceituar parlenda, o professor deve levar para a sala de aula um som e apresentar aos alunos a seguinte parlenda através de um CD, anteriomente gravado (faixa número 11).
Hoje é domingo
Pede cachimbo
O cachimbo é de barro
Bate no jarro
O jarro é ouro
Bate no touro
O touro é valente
Machuca a gente
A gente é fraco
Cai no buraco
O buraco é fundo
Acabou-se o mundo



Momento 2
Escrever mais algumas parlendas no quadro para as crianças lerem e se familiarizarem com o tipo de texto. Sugestões:
 Um, dois, feijão com arroz,
 Três, quatro, feijão no prato,
 Cinco, seis, falar inglês,
 Sete, oito, comer biscoito,
 Nove, dez, comer pastéis.


Sol e chuva
Casamento de viúva
 Chuva e sol
 Casamento de espanhol

Papagaio loiro
Do bico dourado
Leva essa carta
 Pro meu namorado


 O doce perguntou pro doce
 Qual é o doce mais doce
 O doce respondeu pro doce
 Que o doce mais doce
  É o doce de batata doce.

 

ATIVIDADES

























         






        Projeto Leitura 

                                                              







Objetivos
- Refletir sobre o funcionamento do sistema alfabético de escrita.
- Acionar estratégias de leitura que permitam descobrir o que está escrito e onde (seleção, antecipação e verificação).
- Estabelecer correspondência entre a pauta sonora e a escrita do texto.
- Usar o conhecimento sobre o valor sonoro das letras (quando já sabido) ou trabalhar em parceria com quem faz uso do valor sonoro convencional (quando ainda não sabido).
Conteúdo
Leitura na alfabetização inicial.
Anos
1º e 2º. Tempo Estimado
Uma aula de 30 minutos em dias alternados aos de atividades de escrita, durante todo o ano.
Material necessário
Textos poéticos (parlendas, poemas, quadrinhas e canções).
 Desenvolvimento
1ª etapa
Selecione parlendas, poemas, quadrinhas e canções que considere interessantes. Distribua uma cópia para cada estudante e leia com a classe. Para que os leitores não-convencionais participem da atividade, garanta que saibam o texto de cor.
Flexibilização para deficiência física (com dificuldade na mobilidade e na motricidade oral)
O aluno pode levar o texto para casa, pedindo auxílio de leitura aos pais ou ao AEE, para que possa se antecipar na memorização dos textos.
2ª etapa
Informe onde se inicia o texto e proponha que todos leiam juntos, acompanhando o que está escrito com o dedo enquanto cantam ou recitam. O desafio será ajustar o falado ao escrito.
Flexibilização para deficiência física (com dificuldade na mobilidade e na motricidade oral)
Adapte uma prancha de apoio para que o texto fique visualmente acessível.3ª etapa
 Peça que procurem algumas palavras e socializem com o grupo as pistas usadas para encontrá-las. Faça com que justifiquem as escolhas e explicitem o procedimento para descobrir o que estava escrito. Nessas atividades são utilizados textos que já se sabe de cor para antecipar o que está escrito e letras e partes de palavras conhecidas para verificar escolhas.
Flexibilização para deficiência física (com dificuldade na mobilidade e na motricidade oral)
Forneça o texto em tamanho amplo para facilitar a indicação das palavras com o dedo. Ajude-o caso ele encontre dificuldade em realizar a tarefa.
 
4ª etapa
Uma variação da atividade é entregar as poesias recortadas em versos ou em palavras e pedir que sejam ordenadas. Para dar conta da tarefa, a garotada terá de acionar os conhecimentos que possui sobre o texto, os procedimentos de leitura já adquiridos e utilizar pistas gráficas (letras iniciais, finais etc.).
Avaliação

Registre suas observações sobre a participação dos pequenos: quais foram as pistas utilizadas e como eles justificaram escolhas. Anote também quais foram as suas intervenções mais importantes para a orientação da turma. Essas observações são fundamentais para o planejamento das atividades que virão a seguir.

RODAS DE LEITURA
Introdução

As rodas de biblioteca devem ser realizadas como uma atividade planejada e permanente de leitura na escola (semanal ou quinzenal), em que se converse sobre as leituras que as crianças realizaram em casa (com o empréstimo de livros) e abra-se um espaço para que elas indiquem o livro que leram para alguns colegas, levando em conta características da obra e as preferências leitoras dos amigos.
Essa atividade, ao ser inserida no cotidiano da classe, traz em si o potencial de ajudar a construir uma comunidade de leitores e escritores na escola, em que as crianças tenham múltiplas oportunidades de explorar novos livros, escolher suas leituras, apreciar os efeitos que cada uma delas lhes traz, falar sobre essas sensações, recomendar leituras e analisar as recomendações recebidas dos colegas a fim de seguir aquelas que parecem mais interessantes, desenvolvendo, ao longo do processo, gostos e preferências por obras, gêneros e autores.
Objetivos
- Ampliar o repertório literário;
- Interagir com o livro de maneira prazerosa, reconhecendo-o como fonte de múltiplas informações e entretenimento;
- Compartilhar experiências leitoras;
- Confrontar interpretações;
- Estabelecer relações com outros textos;
- Ampliar os conhecimentos acerca de um determinado autor, utilizando-os como critério de seleção na escolha dos livros a serem retirados/recomendados e enriquecendo as possibilidades de antecipações e interpretações;
- Ampliar os conhecimentos acerca de determinado gênero, utilizando-os como um critério de seleção/indicação na escolha dos livros a serem retirados/recomendados e enriquecendo as possibilidades de antecipações e interpretações;
- Conhecer diferentes ilustradores e ilustrações, compartilhando o efeito que uma ilustração produz, confrontando interpretações e considerando tais conhecimentos na seleção/indicação de livros;
- Conhecer diferentes coleções, ampliando os conhecimentos acerca das características desse tipo de publicação e utilizando-os como um critério de seleção na escolha dos livros a serem retirados ou em sua indicação.

Flexibilização para deficiência intelectual
Se o aluno não for alfabetizado, estimule sua observação sobre as ilustrações dos livros. Há vários livros infantis com muita riqueza de imagens. Assim, a leitura visual deve ser encarada como outra maneira de interpretar a história.

Conteúdos
- Valorização da leitura como uma fonte de prazer e entretenimento.
- Interesse por compartilhar opiniões, ideias e preferências acerca dos livros lidos.
- Desenvolvimento de estratégias de argumentação para defender ideias e pontos de vista sobre os livros lidos.
- Desenvolvimento de critérios de escolha e de indicação de livros.

Ano 
1º e 2º. 

Tempo estimado
Atividade permanente ao longo do ano ou do semestre, com frequência quinzenal ou semanal.

Material necessário 
Livros de literatura infanto-juvenil constantes do acervo da Escola.
Flexibilização para deficiência intelectual
Providencie alguns exemplares em áudio e/ou em braile.

Desenvolvimento

1ª etapa
Organize as rodas de leitura e aproveite as perguntas abaixo, retiradas do livro Dime, de Aidan Chambers, a o professor criar um movimento de troca de ideias, considerações e indicações entre os pequenos, usando, quando necessário, uma pergunta ou outra com cada criança na roda. Com o tempo, as crianças vão construindo uma autonomia cada vez maior para compartilhar essas impressões sobre as leituras realizadas e, com isso, assumindo um protagonismo cada vez maior na troca.
Flexibilização para deficiência intelectual
Marque a atividade com um símbolo no quadro de rotina e leve o aluno até ele um pouco antes do início, antecipe o comportamento esperado dele e estimule sua participação no preparação da sala para o momento da leitura. Faça perguntas direcionadas a esse aluno condizentes com suas competências de leitor. Valorize a leitura das imagens.

- Houve alguma coisa de que vocês gostaram nesse livro?
- O que chamou especialmente a atenção?
- Você gostaria que algo tivesse acontecido de forma diferente?
- Houve alguma coisa de que você não gostou?
- Houve uma parte que você achou cansativa?
- Você pulou alguma parte? Qual?
- Se você parou de ler, em que parte isso aconteceu?
- Houve alguma coisa que causou espanto?
- Houve algo que você achou maravilhoso?
- Encontrou alguma coisa que você nunca havia visto em um livro?
- Você se surpreendeu com alguma coisa?
- Alguma coisa não combinava ou não ficou bem explicada?
- A primeira vez que você viu esse livro, antes de ler, como pensava que ele seria?
- O que o fez esperar isso?
- Depois de ler, foi o que você esperava?
- Você já leu livros como este?
- Você já leu esse livro antes? (Se sim) Foi diferente dessa vez?
- O que você diria a seus amigos sobre esse livro?
- Há quanto tempo vocês acham que aconteceu essa história?
- Sobre quem é essa história?
- Que personagem você achou mais interessante?
- Em que lugar se passa a história?
2ª etapa
Ao final da roda, organize com a turma novos empréstimos de livros e combine a data da próxima roda. 
Flexibilização para deficiência intelectual
Veja se a escolha de livros que o aluno está fazendo é adequada e o auxilie quando for necessário.
Avaliação
Observe se os alunos:
- Demonstram interesse em selecionar livros para levar e ler em casa.
- Compartilham impressões, opiniões e passagens preferidas sobre os livros e as situações de leitura em casa.
- Recomendam a leitura do livro que leram levando em conta suas características e  os gostos da pessoa  para quem a recomendação é feita.
- Estabelecem relações entre a história lida em casa e outras conhecidas.
- Ampliaram seus critérios de escolha.
Flexibilização para deficiência intelectual
Além disso, o acompanhamento dos avanços das crianças deve orientar o planejamento de intervenções individualizadas, quando necessário. Para alunos de inclusão, isso é ainda mais fundamental. A ideia é sempre criar condições e demandas para que todos tenham a oportunidade e o espaço de participar das conversas sobre a leitura. Assim, eles terão melhores critérios para selecionar títulos para o empréstimo, avançando em seus comportamentos leitores.
Projeto Entorno
Fundação Victor Civita







Projeto

Aprender a ler para saber a aprender(Projeto interdisciplinar) 



1. Introdução

 Quando pensamos em leitura, logo nos vem à mente a idéia de atividade mecânica de decodificação dos signos. No entanto,ler é mais que isso, é atribuir um significado ao texto, seja ele verbal ou não verbal, o qual é entendido comoprocesso e nãoproduto, já que é construído na interação. Além do mais, a leitura é uma forma de percepção, posto que ela não se reduz ao texto,mas também à realidade, ao mundo que nos rodeia, que é, inclusive, objeto de nossas primeiras leituras, como assegura PauloFreire.
Todavia, afirmam Silva e Abjadid (2005) que quando nos referimos à leitura de textos, é importante sabermos que só há atribuição de significados quando o leitor associa ao conhecimento de mundo um conhecimento lingüístico. É o que se chama de interação de diferentes níveis de conhecimento. Ao se apropriar desses saberes, o leitor ficará apto à leitura e, conseqüentemente, terá mais chances de alcançar o conhecimento.
Desse modo, quando mais conhecimento de mundo e mais conhecimento da língua alguém possua, mas apto estará para ler. O projeto que se propõe traz essa discussão quando recomenda mais leitura nas aulas ministradas por professores. A idéia principal é, em colaboração com professores de português, criar metodologias em que a leitura seja a meio principal de acesso ao conhecimento. Para isso, o que se pretende é integrar professores de áreas diversas,para discutir, elaborar e aplicar estratégias que visem desenvolver as competências leitoras nos alunos.

2.Justificativa

A prática escolar tem-nos comprovado que sem leitura torna-se quase impossível ao aluno o prosseguimento nos estudos como rege a LDB 9.394/96, art. 35, dentre outras finalidades que ali se propõe. O relativo número de alunos que evadem de nossa escola, que reprovam, bem como o baixo índice do IDEB nos inquietou, levando-nos a questionar nossas práticas e a rever nosso papel social na escola. Levando em conta o já citado, constatou-se que uma das causas que mais contribuem era a dificuldade de leitura entre os alunos. A unanimidade dos colegas em relação a isso nos deu fôlego e impulso para elaborar este projeto, já que tal situação não poderia continuar a existir.
A ausência de estratégias, ou mesmo de atividades, de leitura direcionadas, em detrimento de aulas de gramáticas, que pouco favorecem o uso efetivo da língua (seja por meio da leitura seja por meio da escrita), e nem desenvolvem a competência crítica discursiva dos alunos, posto que se centralizam na memorização de nomenclaturas,PA classificação de elementos, dentre outros conteúdos ineficazes do ponto de vista funcional e pragmático da língua, conforme Antunes (2003), têm deixado as aulas de português um tanto quanto “improdutivas”. Por causa disso, sobra pouco, ou quase não sobra, tempo para atividades de leitura, produção de textos, atividades orais, as quais permitiriam ao aluno um domínio muito maior do conhecimento da língua. Soma-se a isso a concepção de que ensinar a ler e a escrever sejam tarefas apenas do professor de português. São poucos os professores de outras áreas do saber que se preocupam com aspectos textuais dos trabalhos de seus alunos, por exemplo.
É evidente que não se aprende a ler, nem dominar estratégias de leitura, de uma hora para outra. Daí o porquê de a escola primar por esse aprendizado ao longo do currículo pelo qual o aluno deva passar. E mais, atividades dessa natureza não devem ocorrer de forma individualizada, mas devem ser incorporadas por todos os professores para que surtam resultados positivos, visto que nenhuma disciplina prescinde desse saber. O aluno que saber ler tem chances enormes de transitar por qualquer área do conhecimento sem maiores dificuldades: será capaz deinterpretar problemas matemáticos; aplicar fórmulas adequadas em questões de física;compreender melhor as relações químicas; associar conhecimentos históricos, filosóficos, e até sociológicos, com os de literatura, ou de outras áreas;criar, a partir do que ler, seus próprios conceitos; produzir textos com mais facilidade, posto que será capaz de organizar de forma lógica o que aprende;perceber que determinadas construções da língua, se utilizadas em situações e com intenção diferentes, implicarão sentidos inversos, como no caso da ironia; e tantas outras situações e atividades que poderíamos enumerar aqui. Tornando-se um bom leitor, o aluno terá mais acesso às informações, podendo exercer de fato sua cidadania. Do exposto é que se justifica a implantação e execução deste projeto.


3. Objetivos:
Geral: Desenvolver a competência leitora nos alunos, a fim de favorecer o aprendizado e diminuir a reprovação e a evasão escolar.

Específicos:

• Montar oficinas para os professores sobre como utilizar as estratégias de leitura em favor da construção do conhecimento. • Incentivar o professor a ler, para ampliar seus conhecimentos e poder auxiliar o aluno no processo de ensino- aprendizagem. • Utilizar nas aulas diversas estratégias de leitura e com os mais variados gêneros textuais; • Auxiliar o aluno na leitura de textos a partir de mecanismos de coesão. • Desenvolver atividades para as quais a leitura seja o meio principal. 4.Metodologia: Para a realização deste projeto, várias ações devem ser desenvolvidas, tais como: Realização das oficinas: para esse momento, devem-se reservar pelo menos duas horas-aula como momento de encontro entre professores para estudo, discussão, elaboração de aulas, escolha dos recursos, textos, e de ambientes em que poderão ocorrer as aulas, como laboratório das TIC, biblioteca, sala de aula, ou outro espaço. Os professores envolvidos no projeto deverão ser divididos em dois grupos heterogêneos, conforme as disciplinas, que se reunirão a cada quinze dias de forma alternada, evitando a dispensa dos alunos, os quais poderão ter suas turmas agrupadas, se necessário.

Após esses primeiros encontros, já esclarecidos os objetivos, as técnicas, os caminhos a serem trilhados pelo professor com os alunos, passa-se a etapa subseqüente. No entanto, vale lembrar que, periodicamente, os professores se reunirão para socializar suas experiências, rever estratégias, discutir o processo, criar seus textos, etc.
Atividades práticas: para essa etapa, deve ficar claro que cada professor precisará ser dinâmico e criativo e possibilitar o contato dos alunos com todos os tipos de gêneros textuais que irão facilitar a construção do conhecimento (slides, charges, imagens, textos dissertativos, histórias, transparências, gráficos, painéis, álbum seriado, vídeos, blogs, mapas, etc...). O uso desses recursos deve estar pautado nas estratégias de leitura, que serão diferentes, dependendo do tipo de texto a ser utilizado e da metodologia a ser aplicada. O uso da biblioteca, dos ambientes das TICs, ou de outro pré-estabelecido, irá depender da metodologia que o professor programe o encontro com os alunos. E é interessante que aja, inclusive, mobilidade quanto aos ambientes de aprendizagem, com já propõem várias teorias contemporâneas, pois isso dinamiza e torna as aulas menos corriqueiras. Vale lembra que, cada professor, deve ter em mente que o foco não é o conteúdo da aula, mas a leitura desse conteúdo, ou seja, facilitar, auxiliar o aluno à leitura desses conteúdos, fazendo inferências, questionamentos, discutindo opiniões, indicando pistas lingüísticos, etc. Tudo para fazer o aluno construir o conhecimento a partir do que ler, tornado-o mais independente.

Avaliação:

 Não deve haver uma fórmula de avaliação. E nesse caso, deve-se primar pelo caráter qualitativo,ou seja, participação dos alunos nas atividades, suas possíveis leituras, inferências, construção de textos realizados a partir de suas leituras, etc. As estratégias de leitura são diversas, mas deve-se ter cuidado para não reduzir à avaliação a momentos isolados. A melhor avaliação, nesse caso, deverá ocorrer ao longo do processo de ensino-aprendizagem. 

CRÉDITOS:
AUTORES:

Aldeíza
Antônio Ney
Éric Ferreira
Júlia Pinho
Luiz Carlos



Por que ler histórias para crianças?

Em primeiro lugar, porque isso lhes dá prazer. Elas também aprendem com as histórias outras culturas, conhecem seus valores, modos de ser e viver. E, quando uma criança pede repetidamente que lhe contem uma história, provavelmente, encontre, nos fatos narrados, acontecimentos que se relacionam com sua vida, seus medos e seus desejos. Na escuta das histórias e “causos”, as crianças também aprendem a separar o que faz parte da realidade e o que é da ordem do imaginário. E, nesse sentido, desenvolvem a imaginação, inventam e sabem que no mundo do “faz de conta” tudo é possível. Com isso vão entendendo, ainda que de forma sutil, a passagem do tempo, a idéia de passado e de memória.
Muitos estudos mostram que o adulto tem papel fundamental para que a criança coloque a leitura e a escrita como foco de atenção. É a companhia do adulto que a atrai para folhear um livrinho, imaginar cenas de uma história, perguntar o que está escrito ou prestar atenção na narrativa lida.
Por isso, é importante que as crianças possam vivenciar a escuta de histórias interagindo com um adulto. Nesses momentos, o adulto lê alguns trechos, conta outros, dramatiza a voz de alguns personagens, chama a atenção para a ilustração. Nessa situação faz vários jogos verbais.
Essa prática possibilita que a criança passe do papel de ouvinte participante para o leitor. Aos poucos será capaz de ocupar esse lugar, apoiando-se na ilustração, na memória e na colaboração de alguém mais experiente.


Crianças gostam de ler: por que perdemos este prazer mais tarde?
Curiosamente, as crianças até a quarta-série (atual quinto ano) recebem bem os livros. Mas, conforme observa o arte-educador Mauricio Leite, é comum o fenômeno de as crianças chegarem à adolescência odiando os livro e a leitura. Leite conta que, certa vez, ouviu uma mãe chocada por constatar que o filho de 12 anos revelara detestar livros, depois de freqüentar boas escolas, ir muito ao teatro, ao cinema, etc. “Sempre comprei livros para ele, ele trazia outros da escola... Eu estava certa de que ele gostava de ler”, disse a mãe ao educador. Diante da lembrança, Leite aponta que ter livros e conviver com eles não é o suficiente. Várias atividades podem ser feitas na escola, a criança pode freqüentar biblioteca informatizada, ter uma bela estante em casa, ouvir contações de histórias freqüentes e ainda assim não se sentir atraída pelo assunto.

A Boa Escolha
O gosto pela leitura é construído no contato com bons textos e no carinho com que os adultos tratam os livros e a leitura. Os textos literários, acima de tudo, devem ser atrelados à arte, ao sentimento, à emoção das crianças. Peter O’Sagae, leitor crítico e editor do site Dobras da Leitura, lembra que na escola, por muitos anos, só encontrou textos “pendurados no livro didático”. Na sétima série, enfim, percebeu a literatura fazendo as pazes com a escola: “com a minha professora Yolanda, veio a descoberta de que um texto escrito possui um ritmo, sonoridades escondidas na página impressa e um vôo qualquer de imagens interessantes. Talvez, fosse isso que eu já pressentisse em leituras anteriores, mas aquela professora tornou todo esse universo muito nítido, com uma voz muito clara e modesta para leituras em voz alta, com algumas estratégias de fazer os significados do texto serem compreendidos durante a leitura”.
Para os pais que, do lado de fora das salas de aula, querem saber se existe uma professora Yolanda diante dos filhos, para os que querem descobrir se o amor pelos livros está de fato sendo despertado nas crianças, nada melhor do que observar a relação destas com os livros. A criança lê em casa? Pede livros de presente em datas especiais? Tem vontade de visitar livrarias? Conversa sobre livros com os amigos? Na infância da pedagoga Elizabeth Serra, por exemplo, tudo isso acontecia: “Em meio às brincadeiras, eu parava para ler sozinha ou partilhando com minhas amigas. Elas também gostavam de ler e isto fazia parte das nossas vidas”. Se seu filho terá um dia essa experiência, é impossível saber. Aos pais, no entanto, cabe incentivá-lo nesse caminho. Observando o comportamento da criança em relação aos livros, trocando opiniões sobre o assunto com a escola, lendo e se informando sobre o universo literário infantil e juvenil, você certamente ajudará seu filho a construir belos capítulos iniciais de uma história literária.

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/



Lucila Pastorello


Está no rádio, tevê, jornais e revistas: em toda parte se diz que ler é importantee que é preciso que as crianças leiam, sempre. Por quê? Porque sim.
Se todo mundo fala a mesma coisa deve ser verdade.
Pois é justamente essa resposta — “porque sim” — que um bom leitor jamais aceita. Ler é importante, sim, ler desde sempre e para sempre.
Imagine quantas coisas a gente pode ler e quantas coisas acontecem(e deixam de acontecer) quando lemos.
Carta de amor e de demissão. Lista de supermercado e de casamento.
Receita de bolo. Gibi e propaganda. E-mail e bilhete escrito no guardanapo de papel. Documento importante e revista de fofoca. Livro sério,divertido, emocionante, maluco. Livro de escola, de faculdade, de trabalho.
Notícia daqui, de lá e de outros mundos. Nome de gente, de bicho, de pedra. Poesia que rima, que combina e que se movimenta. Direção a seguir, destino de ônibus. A leitura permite que a gente chegue lá. E o “lá”pode ser um endereço qualquer na cidade ou o futuro com que se sonhou um dia.
Até aqui, tudo bem. Mas você pode estar pensando: por que ler para crianças pequenas? Não é na escola que a criança aprende a ler? É disso que trata este texto e, depois de lê-lo, você poderá descobrir novos
significados para a palavra “leitura”.

Leituras

Ser alfabetizado é diferente de ser leitor.
Para ler um texto qualquer, é preciso que você domine a técnica de“decifrar” as letras e palavras — e isso depende de um aprendizado que,normalmente, acontece na escola: a alfabetização.
Mas ser alfabetizado não é o mesmo que ser leitor. A leitura é o aprendizado de uma técnica, sim, mas é muito mais que isso. Ler é também uma prática social, um modo de estar no mundo.
Quando lemos qualquer coisa, não estamos apenas decifrando as letras,mas atribuindo sentido àquilo que está escrito.

E...
... cada um lê à sua maneira, pois somos seres singulares

7 bons motivos para ler para crianças pequenas


Você já reparou como duas pessoas podem ler as mesmas palavras e interpretá-las de modo muito diferente?
Um livro que seu amigo adorou e você detestou?
“Te vejo hoje à noite no lugar de sempre.”
Essa frase, escrita em um bilhete, pode significar muito para a pessoa certa e absolutamente nada para o destinatário errado.
Tornar-se leitor depende das relações que estabelecemos com o escrito.
Como, quando, onde, por que e para que usamos nossa leitura.
Quanto mais lermos coisas diferentes em situações diferentes, melhores leitores nos tornamos. Mais “letrados” nos tornamos.
Assim é fácil perceber que não é da noite para o dia que viramos leitores.
É possível começar a tornar-se leitor a qualquer momento e, como veremos,podemos iniciar as crianças desde bebês. Não vamos fazer bebês lerem, naturalmente. Mas seguindo a leitura deste texto você descobrirá pelo menos 7 bons motivos para ler em voz alta para crianças pequenas.
É provável que você mesmo encontre mais motivos.
Reparta com a gente!
Algumas observações antes de mergulhar nos bons motivos para ler para crianças:
Ler para crianças pequenas (bebês e até barrigas de qualquer idade estão incluídos) não é a mesma coisa que contar histórias para as crianças. São atividades muito diferentes e muito importantes em suas diferenças.
CONTAR é isto: você pode contar histórias que aconteceram com você,com seus amigos e familiares, coisas que você ouviu outras pessoas contarem,“casos” que são contados por seu avô e o avô de seu avô... De boca em boca, coisas que fazem parte do que chamamos de Tradição Oral. Você pode inventar histórias alegres, tristes e engraçadas, ou pode recontar famosas histórias infantis como o O Chapeuzinho Vermelho e Os Três Porquinhos. E com certeza cada um conta um pouquinho diferente. Ou,ainda, você pode montar uma história com as crianças, tornando a criação uma atividade interativa. Toda essa variedade de formas de contar histórias pode ser praticada com total liberdade na sua expressão vocal,
facial e corporal. Você pode usar músicas, desenhos, roupas e qualquer acessório que quiser para dar um colorido especial para suas histórias.
Certamente, você já notou que algumas pessoas têm mais facilidade
que outras para contar histórias...

LER é outra coisa: ler em voz alta é servir como ponte entre o livro e a criança. Como a pessoa que lê fica no meio entre dois elementos – o livro e o ouvinte –, muitas vezes chamamos o "ledor" de mediador, exatamente para diferenciá-lo do contador de histórias. Ao ler, é preciso ser fiel ao texto escrito. Não dá para mudar as palavras. Isso não significa que sua leitura deva ser monótona e sem cor. As variações na sua voz, o ritmo da leitura, com sons e silêncios, vão dar cor e temperatura à leitura, fazendo com que o livro fique vivo.


Agora, vamos aos bons motivos!!!

  1. Ouvir alguém ler ajuda o desenvolvimento da linguagem falada.

 Quando estamos lendo em voz alta para outras pessoas, várias coisas acontecem ao mesmo tempo:
- Estamos transportando as letras do papel para o ouvido de outra pessoa através do nosso corpo.
- Estamos comprometidos em uma atividade que envolve a atenção ao outro e a todos.
- Ouvimos nossos próprios sons e o texto que estamos lendo.
- A leitura oral assim pensada é um gesto de oferta ao outro.
- Oferecemos nosso corpo e nossa atenção ao livro.
- Oferecemos o livro a quem nos ouve.
Na leitura, oferecemos a linguagem. A criança ouve palavras novas e maneiras ainda não experimentadas de falar, de colocar as palavras em relação.
Sons e imagens do livro ocupam espaços que a criança não poderia experimentar sozinha ou nas relações cotidianas.
O livro abre uma porta para novas possibilidades de língua e linguagem.
Mas... E se a criança não entende nem metade das palavras que a gente fala?
Pois é exatamente por isso que devemos ler e ler mais!
Repare como falamos com bebês. As mães, especialmente, falam uma forma “fofa”, cheia de melodias. Mas falamos sobre tudo: a comida, a troca de fraldas, o que pode estar acontecendo com o papai que não chega, como o preço das roupas está um absurdo e que cara-de-pau daquela vizinha que mandou um presentinho usado!!! Será que os bebês estão entendendo tudo isso? Mas eles riem, olham, reparam, ouvem e,como por milagre, começam a falar e a falar cada vez mais. E logo, logo você pode vê-los brincando com bonecos e dizendo “Já falei mais de mil vezes que não é para a senhorita mexer no fogão”. De onde será que veio isso senão da oferta que lhes fizeram, desde seu nascimento? Imagine o que seria das crianças (e de todos nós) se as mães só falassem com seus filhos aquilo que eles já sabem?

2. Ler para crianças pequenas facilita a aprendizagem da escrita.


Anne-Marie fez-me sentar a sua frente, em minha cadeirinha; inclinou-se, baixou as pálpebras e adormeceu. Daquele rosto de estátua saiu uma voz de gesso.
Perdi a cabeça: quem estava contando? O quê?
A quem? Minha mãe ausentara-se; nenhum sorriso, nenhum sinal de conivência, eu estava no exílio. Além disso, eu não reconhecia sua linguagem.
Onde é que arranjava aquela segurança? Ao cabo de um instante, compreendi: era o livro que falava. Dele saíam frases que me causavam medo; eram verdadeiras centopéias, formigavam de sílabas e letras, estiravam seus ditongos, faziam vibrar as consoantes duplas:cantantes, nasais, entrecortadas de pausas e suspiros, ricas em palavras desconhecidas, encantavam-se por si próprias e com seus meandros, sem se preocupar comigo; às vezes desapareciam antes que eu pudesse compreendê-las, outras vezes eu compreendia de antemão e elas continuavam a rolar nobremente para o seu fim sem me conceder
a graça de uma vírgula.
Trecho de As palavras, de Jean-Paul Sartre
Se a criança que ouve alguém ler pode aprender mais sobre como falar,com certeza pode também aprender muito sobre a própria leitura e escrita.
A cada nova leitura, bebês de qualquer idade e crianças bem pequenas descobrem mais as relações entre a palavra que sai da boca de quem lê, as letras no papel e a imagem das páginas que são lidas.
Quando lemos respeitando o texto, sem pressa, mas com entusiasmo, deixando que as crianças acompanhem a leitura e vejam as imagens do livro,elas podem aprender que existe um ritmo para a leitura; que é preciso esperar entre uma virada de página e outra, esperar o texto e a imagem.
Crianças bem novas já podem identificar, pela voz do leitor, quando é hora de mudar de página. Deixar que elas ajudem a virar a página pode ser uma ótima idéia para que, desde cedo, elas participem da leitura e percebam seu corpo, ajustem seus movimentos ao livro.
Observando quem lê, a criança pode perceber o que é para ser lido (o texto verbal, as palavras) e o que é para ser visto (as imagens, as ilustrações).
As crianças que são expostas desde cedo e freqüentemente à leitura se arriscam a “ler”: identificam no mundo em que vivem o que é possível ser lido, qual é o contexto e o que supostamente pode estar escrito.
Um exemplo: uma criança de 4 anos diante do banheiro feminino, onde estava escrito “Senhoras”, apontou o dedo para a palavra e começou a“ler”: ba-nhei-ro!!! Repare e encontrará por aí mais crianças fazendo o mesmo. Isso não quer dizer que as crianças se alfabetizem sozinhas!!!
Algumas vezes elas até podem acertar, mas na verdade não estão lendo,estão apenas supondo e ensaiando, o que certamente vai ajudar na sua aprendizagem da escrita e da leitura.
Outra coisa bem interessante: a exposição à leitura em voz alta é um evento de letramento. Ao ouvir/ver o livro, a criança vai aos poucos percebendo como a escrita tem suas formas próprias de colocar as palavras em relação: falamos de um jeito diferente do modo como escrevemos.
A escrita tem suas regras próprias. Muitas vezes, entender isso é difícil para a criança que está aprendendo a escrever e não tem contato com textos escritos — mas pode ser mais fácil para a criança que ainda não é alfabetizada mas já está mergulhada no mundo letrado.

3. A leitura compartilhada fortalece os laços entre pais efilhos, entre quem lê e quem recebe a leitura.

No início do item 1, vimos que a prática da leitura em voz alta coloca em ação diferentes movimentos entre as pessoas.
Há alguém que ouve e que fica atento para ouvir o livro lido pelo outro.
Há alguém que lê e que usa sua mente e corpo para ser uma ponte para o livro.
Esses gestos já dizem muito:
“Você merece ser ouvido!!”
“Você merece receber minha leitura, minha atenção, meu empenho.”
Estamos falando de relação entre pessoas que, além de compartilharem o momento, passam juntas pelas emoções, aflições, alegrias e surpresas que o livro vai revelando.
Então, também é impor tante que as crianças vejam os adultos lerem !
Saber que o outro viveu os mesmos momentos me faz pensar:
Ele sente o mesmo que eu?
Ele pensa o mesmo?
Conhecer o outro faz parte de aprender a conhecer a si mesmo. Conversar com o outro sobre o livro, os personagens, as sensações vividas na leitura,é uma forma de estreitar laços entre as pessoas. Comece a ler para as crianças e veja como elas vão pedir cada vez mais leitura e cada vez mais livros, mais tempo com quem lê, mais tempo com os livros. Aliás, não é só para crianças que podemos ler, não é mesmo?
Isso não é ótimo?

4. O contato com diferentes textos dinamiza emoções e contribui para o desenvolvimento emocional das crianças.

Toda vez que a mamãe sai é a mesma história.
Ela me diz o que é para fazer durante o dia e depois me dá um beijo.
Ela só quer meu bem, a mamãe.
Mas esta manhã ela se esqueceu de me dar um beijo.
Mamãe, e o meu beijo?
Mas mamãe já está longe, nem pode me ouvir...

Trecho inicial de O beijo, de Valerie D'Heur



Não confunda
Gorila gigante
Com mochila chocante
Não confunda
Velhota nariguda
Com gaivota bigoduda

Trechos de Não confunda, de Eva Furnari

(...)


E Chapeuzinho Amarelo,

De tanto pensar no LOBO,
De tanto sonhar com o LOBO,
De tanto esperar o LOBO,
Um dia topou com ele
Que era assim:
Carão de LOBO
Olhão de LOBO
Jeitão de LOBO
E principalmente um bocão
tão grande que era capaz
de comer duas avós,
um caçador,
rei, princesa,
sete panelas de arroz
e um chapéu
de sobremesa.

Trecho de Chapeuzinho Amarelo, de Chico Buarque

O que acontece quando lemos estes três textos diferentes?
Cada um de nós sente de uma forma: tristeza, solidão, abandono,surpresa, medo, expectativa.
O livro permite que se viva, pois deixar-se emocionar é estar vivo.
As crianças em geral pedem que se leia várias vezes o mesmo livro.
Em cada audição, nova leitura, ela pode exercitar-se na percepção e controle das emoções, na previsão dos caminhos narrativos, na certeza domesmo fim.A cada nova leitura todos nós evocamos diferentes monstros, princesas e bruxos. A cada nova leitura enxergamos diferentes soluções, um detalhe desapercebido aqui, uma novidade acolá.
Ler de novo nunca é ler a mesma coisa.


5. O contato com os livros estimula a curiosidade, a criatividade,o interesse em conhecer novos livros e o mundo.

Se você ainda não está convencido da importância de ler para crianças pequenas, temos ainda mais motivos...
No item 1, vimos que as crianças usam o material que ouvem e que vêem para construir suas próprias obras, lembra-se? A criança que é exposta com freqüência aos livros e leituras desenvolve naturalmente a curiosidade em saber o que se esconde por trás das páginas de um novo livro, já que sua experiência mostra quanta riqueza pode estar lhe esperando.
A criança que não está habituada à leitura pode ver o livro apenas como um objeto pedagógico, um instrumento de instrução e controle. Muitas vezes esse é o motivo do desinteresse das crianças pelos livros. Elas acabam achando que a leitura é chata, que os livros são enfadonhos, difíceis, impossíveis... Assim, elas vão ler (e mal) por obrigação. Sem prazer.
Por outro lado, para a criança que é introduzida no mundo letrado com livros cuidados, de boa qualidade, sem que se tente usar os livros como instrumentos de padronização e controle, o resultado pode ser bem diferente.
A criança pode ver o livro como fonte criativa, possibilidade de transformação.
As crianças pequenas às vezes usam trechos de histórias, de livros, para arranjar e re-arranjar soluções das suas dificuldades. Dos fragmentos de textos ouvidos, a criança poderá construir seus próprios textos.
A criança que gosta de ouvir os livros tem sede de livros.
E lembre-se: livros podem ser comprados, trocados, emprestados. Procure bibliotecas, exija-as; não abra mão de variedade e qualidade. Dê esta oportunidade às crianças: elas saberão aproveitar!!!


6. Ler para crianças pode ser uma atividade relaxante paraquem lê e um momento para conhecer melhor sua voz e seu corpo.

Voltando à idéia de leitura como gesto: uma ação dirigida ao outro. Quem lê usa seus olhos, seu cérebro, seus pulmões, sua laringe, sua boca e também o resto do corpo. Se ler é prazer, deixe que o livro leve seu corpo, que as palavras entrem e saiam de você.
Saboreie as letras.
No início, pode ser estranho emprestar sua voz ao texto.
Leia muitas vezes o mesmo texto, sozinho e acompanhado.
Grave sua leitura.
Ouça a gravação e anote suas impressões.
Conviver de maneira insistente e pacífica com diferentes formas de usar a voz e o corpo pode fazer você descobrir novas formas de expressão.
Procure assinar sua leitura. Deixar sua marca, sem caricaturas ou “fazer tipo”. Não esqueça: se quer fazer da leitura um momento agradável, você deve estar confortável.
Sente-se e acomode-se.
Mude sua posição, se for necessário. Perceba e elimine incômodos e tensões no seu corpo que possam atrapalhar.
Finalmente, ajuste sua voz. O contato com os livros estimula a curiosidade, a criatividade,o interesse em conhecer novos livros e o mundo.

7. A leitura de bons livros é interessante e contribui para o desenvolvimento cultural também dos adultos.
Livros para crianças só servem para crianças?

Determinar uma idade-limite para um livro é diminuir a sua possibilidade de sempre ter um significado, e de modo diferente.
É certo que existem temas e linguagens mais ou menos interessantes para crianças de diferentes idades.
Mas quem estabelece idades para um livro são as escolas e as editoras — não os autores de livros.
Agora, uma última pergunta:
Um adulto sabe tudo?
Claro que não, e ler livro de criança é coisa de gente grande também. Veja
estes trechos:

(...)

Chegou no igapó, onde encontrou um pescador desconhecido que tinha
a seu lado um grande cesto trançado, cheio de peixes. Ele estava usando
o timbó, aquele cipó que solta um líquido que deixa a água branca e
os peixes tontos, fáceis de pegar.

Trecho de O menino e o jacaré, de Maté

(...)

Para a Índia a vovó ia viajar:
— O que você quer ganhar?
— Uma coisa diferente: curry e arroz bem quente, ao som da cítara envolvente.
Trecho de Lembrancinhas, de Jo Ellen Bogart e Barbara Reid
Parece que você está se convencendo de que é muito importante ler para
crianças pequenas. Será? Ou encontrou mais alguns bons motivos?


Fonte: http://www.ecofuturo.com.br/


 Ler é uma Aventura...




























































































































 







                                                                







        

                                       
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