CRIANÇAS IMPULSIVAS



Crianças impulsivas merecem atenção


Não há nenhum exame ou radiografia que dê o diagnóstico


Crianças muito inquietas, impulsivas, que falam demais ou distarem-se facilmente podem estar acometidas de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade- TDAH. O assunto foi debatido no IV Congresso Médico-Espírita, realizado no último final de semana em Teresina. O neuropediatra Fernando Souza, presidente da Associação de Médicos Espíritas de Cariri (Ceará), palestrou sobre o tema para cerca de 400 pessoas e, posteriormente, falou sobre as principais questões.
Fernando Souza disse que todo diagnóstico é clínico e de observação. Não há nenhum exame ou radiografia que dê o diagnóstico. Isto se faz com observação. Uma criança com suspeita é aquela que tem inquietude, desatenção, baixa auto-estima, frustra-se com muita facilidade, tem problema em esperar a sua vez, fala demais, interrompe as pessoas. Tudo isto pode vir ou não acompanhado de dificuldade de aprendizagem para escrever (dislexia) ou para ler (distúrbio de linguagem). Mas quem dá o diagnóstico é alguém que tenha experiência no assunto, ou seja, um neurologista ou um psiquiatra infantil. De repente, a criança pode estar apenas sendo mal educada pelos pais e não com TDAH.
As crianças que apresentarem este transtorno devem ser tratadas normalmente. Ela não tem nenhum direito sobre os outros irmãos. Porém, tem que receber um pouco mais de compreensão, indulgência, porque ele já sofre muito com isto, com a inquietude dele, porque são incompreendidos pela sociedade. Eles só aceitam os que são iguais a ele, por isto eles não aceitam os pais e os irmãos que são diferentes.
"Na escola o principal é trabalhar na sua in-clusão, impondo limites opera-cionais. Por exemplo: deixe ele sair a cada dez minutos, mas imponha: você sai mas volta em três minutos. Toda a classe deve saber que o colega tem TDAH, os diretores, professores... , todos, para cooperar com ele. A criança não está TDAH porque quer", disse o médico.
O tratamento é baseado em técnicas psicológicas que impõe limites à pessoa humana, através de jogos, inclusão social. Não há cura, só alívio dos sintomas. O controle vai com a auto-aceitação. Também há as propostas da prece intercessora e a técnica de haptonomia.
"Para os espíritas convictos, o tratamento não pode ser exclusivamente medicamentoso. Deve juntar-se ao vasto arsenal terapêutico espiritual que a Doutrina dos Espíritos nos oferece. Por exemplo, levar a criança para a evangelização infantil, praticar o Evangelho no lar (e para quem não é espírita pratiquem a Bíblia, ou o livro sagrado da sua religião, o importante é praticar os ensinamentos de Jesus)", disse o médico espírita.


Fonte: Com informações Diário do Povo Edição: Fábio Carvalho




6 Dicas para Professores:


                                                    TDAH e Hiperatividade na sala de aula
 
TDAH e Hiperatividade na sala de aula: Uma mensagem aos professores:




A profissão de educador é uma missão - uma promessa de coragem, força e esperança. Crianças com TDAH e hiperatividade podem ser muito desafiadoras. Esperamos colaborar com esta nobre missão , ajudando nossos jovens clientes e suas famílias, divulgando informações sobre TDAH, hiperatividade e co-morbidades e oferecendo orientações de qualidade.

Sobre as crianças e jovens com TDAH e hiperatividade, tenha sempre em mente:

1. Nem sempre querer é poder




“Ele agiria diferente se quisesse – faria a lição, ficaria sentado, não perturbaria tanto as pessoas”. Pode ser verdade – ou não. Uma criança ou jovem com TDAH ou hiperatividade pode ser muito “comportado” às vezes. Esta última parte – “as vezes” é o maior complicador. Como explicar que alguém é capaz de algo, mas somente algumas vezes? A questão pode não ser apenas mal-criação, falta de interesse ou preguiça – pode ser um problema orgânico, chamado TDAH - Déficit de Atenção e Hiperatividade. Continue pesquisando sobre TDAH neste site.
2. Pode haver Déficit de Atenção sem hiperatividade – e também em meninas




Normalmente, o que mais incomoda é a hiperatividade, especialmente nas crianças mais novas. Porém, apenas um pouco mais da metade dos casos de TDAH são do tipo hiperativo ou combinado – o restante sofre especialmente com desatenção. Meninos apresentam TDAH – com ou sem hiperatividade – mais frequentemente que meninas. Mas isto não quer dizer que uma menina não possa ter TDAH, até mesmo do tipo hiperativo-impulsivo.

3. Não tente culpar os pais pelos problemas da criança – nem os pais deveriam culpar a escola




O TDAH não é sinônimo de limites ou problemas com a educação das crianças em casa. Os pais também sofrem muito com crianças e jovens com TDAH, especialmente quando há hiperatividade. Trate-os como parceiros, nas batalhas do dia-a-dia. Pais e professores tem muito a dar, uns aos outros. Uma boa realção de parceria é o melhor para a criança e ajuda a minimizar a carga, para ambos os lados.

4. Antes de falar com os pais sobre TDAH, peça a opinião de outro colega ou do psicólogo da escola




Faça uma lista dos comportamentos que você acha mais relevantes, não apenas hiperatividade ou distração. Leve em conta o que é comum e esperado nas crianças da mesma faixa etária. Não tente fazer um diagnóstico – apenas relate o que você observou.

5. Convide os pais a observarem a criança na escola




Pode ser necessário dar aos pais a oportunidade de verificar as diferenças entre a forma de agir de seu filho e as outras crianças. Pode ajudar a sensibilizá-los para o problema - especialmente se a criança for filho único, neste caso os pais não tem base para comparação. O ideal é que os pais possam ver a criança durante uma aula e em interação com os colegas. Caso os pais não possam estar presentes de uma forma discreta, a criança poderá ficar mais agitada por algum tempo, até que se acostume com a presença deles.


6. Crianças com TDAH podem se comportar muito bem em situações novas / diferentes




Quando recebe atenção individualizada ou se encontra em situações novas, como visitas a médicos ou tratamentos psicológicos, a criança com TDAH e/ou hiperatividade pode não apresentar os sintomas dos quais a escola, professores e/ou pais se queixam. O fato dos sintomas não estarem presentes todo o tempo não significa que a suspeita seja errada ou que não seja necessário procurar tratamento.

http://www.dda-deficitdeatencao.com.br/



ESTRATÉGIAS NA SALA DE AULA PARA CRIANÇAS COM PROBLEMAS DE ATENÇÃO


 -Sentar a criança numa área silenciosa
 -Sentar a criança perto de alguém que seja um bom modelo a seguir e que possa apoiá-la na sua aprendizagem
 -Orientar a atenção da criança para a tarefa que será iniciada
 -É importante ajudá-la a descobrir e selecionar a informação mais importante, organizá-la e sistematizá-la.
 -É necessário dar a ela regras consistentes sobre o que deve fazer; as instruções devem   ser parceladas. Em   alguns casos é conveniente enumerar as instruções para que seja mais fácil segui-las.
 -As rotinas de trabalho devem ser claras. Devem ser evitadas, na medida do possível, variações impulsivas.
 -Não é conveniente fazer atividades com limites de tempo. Isto pode favorecer condutas impulsivas.
 -Permitir um tempo extra para completar seus trabalhos.
 -Encurtar períodos de trabalho de modo a coincidirem com seus períodos de atenção.
 -Dividir os trabalhos que lhes sejam dados em partes menores de modo que elas possam completá-lo.
 -Dar assistência à criança para que ela se coloque metas a curto praso.
 -Dar instruções tanto orais quanto escritas.
 -Dar instruções claras e concisas.
 -Tentar envolver a criança na apresentação dos temas.
 -É importante que estas crianças estejam em ambientes de trabalho motivantes, com tarefas que sejam  significativas e que atraiam interesse e desafio.



http://conexaoapoio.blogspot.com/
















































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